A destinação adequada e eficiente dos resíduos sólidos é um dos maiores desafios de sustentabilidade da nossa cidade. O vereador Léo Burguês trouxe a questão para ser debatida na Câmara Municipal, por meio de uma audiência pública, realizada em junho. O debate foi enriquecido pelo vereador que apresentou um modelo de gestão dos resíduos sólidos que transforma lixo em energia sem prejuízo para o meio ambiente, a UsinaVerde, em funcionamento na cidade universitária do fundão, no Rio de Janeiro.
A empresa transforma lixo em energia. A tecnologia é100% nacional. Uma unidade, com capacidade para processar 150 toneladas de lixo, gera a energia necessária para atender quase 14 mil residências.
Atualmente, Belo Horizonte produz 1,7 mil toneladas de lixo por dia, que é encaminhado para um aterro sanitário na cidade de Sabará. O superintendente da SLU, Luiz Gustavo Fortini, convidou os representantes da Usina Verde para participar de uma consulta pública sobre as tecnologias existentes de destinação do lixo com exceção de aterro sanitário.
Atento e preocupado com a política pública de gestão dos resíduos sólidos, o vereador Léo Burguês solicitou à SLU, que encaminhasse à Câmara Municipal, informações sobre o destino do lixo de Belo Horizonte e, principalmente, sobre a licitação que concedeu a gestão dos resíduos sólidos da Capital a uma empresa por 25 anos. O lixo está sendo levado para um aterro sanitário na cidade de Sabará.
PROJETO DE LEI
Para reduzir o impacto ambiental e, ao mesmo tempo, gerar energia, o vereador Léo Burguês propôs Projeto de Lei que autoriza a Prefeitura de Belo Horizonte a licenciar empresas públicas ou privadas que tenham tecnologia limpa para transformar o lixo produzido na cidade em energia. Apenas serão submetidos a tratamento térmico a matéria orgânica e os resíduos não recicláveis.